
Iniciou o ritual ensaboando um copo colorido. Demorou-se na carícia. O arco-íris ficara esbranquiçado com a espuma. Concluiu, perplexa, que jamais pintara um quadro, nunca fora a Murano, não manipulara a massa vítrea ainda quente para moldar aquela taça. Deixou a água gelada escorrer pelo copo, pelos dedos. Pousou-o no escorredor e passou a mão molhada no rosto para poder prosseguir.
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